Segundo o Instituto Pró-Livro, apenas 52% dos brasileiros têm o hábito da leitura incorporado à rotina. Como um incentivo à prática, países membros da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), desde a morte de Shakespeare e Cervantes, em 1616, adotaram o 23 de abril como o Dia Mundial do Livro.

Uma das condições essenciais para quem deseja o sucesso, de acordo com o livro Hábitos da Riqueza: os Hábitos Diários de Sucesso dos Milionários, de Dean Graziosi, 85% das pessoas com renda alta dedicam, pelo menos, 30 minutos todos os dias a leituras capazes de trazer crescimento pessoal.

Para o economista Randall Bell, da Universidade da Califórnia, quem lê sete ou mais livros por ano tem 122% mais chances de virar milionário.

Numa pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em setembro de 2020, o Brasil perdeu em quatro anos, mais de 4,6 milhões de leitores.

Basta olhar com objetividade o quadro político do Brasil. É, sem dúvida, um dos piores do mundo. Reflexo claro do analfabetismo crônico que precisa ser vencido. 

A falta de leitura impõe certas limitações que causam danos e mal aos outros.

E sabemos muito bem as consequências!

Para a revista Forbes, Bill Gates, cofundador da Microsoft, revelou que lê pelo menos um título por semana. 

Jeff Bezos, fundador da Amazon, é um assíduo consumidor de obras sobre negócios; Elon Musk, construtor de foguetes e CEO da Tesla Motors, costuma responder de maneira simples, eu leio.

Além da falta de hábito, livro no Brasil é caro. A maioria das livrarias estão localizadas nas regiões sudeste e sul do país.

Num levantamento feito pela empresa Yandeh, na primeira quinzena de março, apontou uma queda média de 58% na venda de livros em lojas físicas em comparação à primeira quinzena de fevereiro.

Existem municípios que não possuem uma única biblioteca.

No Brasil troca-se o hábito saudável de uma boa leitura pela inutilidade da televisão. É mais barato e mais acessível.

Culpa do ambiente em que essas crianças vivem, incluindo nesse contexto pais, professores, os meios de comunicação e os setores públicos. 

Um exemplo é um comentário atribuído ao comediante norte-americano, Groucho Marx, amigo e parceiro de Carmen Miranda:Acho a televisão muito educativa. Toda as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro”.

Nada encerra mais sabedoria e aprendizado do que um bom livro. O livro educa. A televisão deseduca.

Até porque os líderes de audiência no país não são programas sobre tecnologia e ciências, história e documentários. Ou seja, não são programas educativos.

Os líderes de público são novelas, futebol e programas de variedades que não acrescentam nada de educativo.

Pode existir algo mais inútil e estúpido do que alguém gastar dinheiro e tempo vendo BBB?

A dura realidade brasileira, política e social, é perfeitamente justificável. 

Não é nada novo dizer que uma sociedade quanto mais ignorante e alienada mais fácil de manipular.

Para o Brasil dos cantores sertanejos com discursos golpistas vale aquela velha máxima: cada povo têm o que merece.

O que esperar de um país em que seu ministro da educação declara em alto e bom som que Universidade é para poucos e que  crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência” e que elas “atrapalham o aprendizado de outros alunos”.

O que esperar de um país que tem um ministro da educação que escreve numa rede social a palavra dirige com ‘J’!

Além de mentir fornecendo dados errados, vale ressaltar, ainda, que esse energúmeno é pastor.

Como fez a Unesco, lembrada na página da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o livro contribui para combater a sensação de solidão, reforça os laços entre pessoas e expande horizontes. 

A leitura tem papel fundamental na busca e na transmissão do conhecimento. 

Estimula à imaginação e à criatividade. Possibilitando aos indivíduos transformações e emancipação.

Nenhum país alcança soberania, independência e progresso sem educação de qualidade em todos os níveis. 

E ela passa indubitavelmente pelos livros. Sem o bom hábito de leitura. Sem acesso aos livros, o caminho fica muito mais difícil.

Gerald D

By Gerald D

Gerald D é um atento observador da vida, da política, das artes, da música, da literatura e de tudo o que pode enriquecer alguém culturalmente. Gremista desde sempre, de quebra também escreve com muita propriedade sobre futebol

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