O pleito de outubro tem um significado bem definido. Lados completamente distintos. Sem meio termo. Sem mais ou menos. 

Outubro vai definir noções de mundo aos olhos de todos. Vai dizer de forma clara o que aquela pessoa é na essência. O que sempre foi. Sem máscara. Sem demagogia. Mesmo que o seu argumento seja outro.

A realidade será finalmente exposta. Não será mais possível enganar. Não haverá mais desculpas. 

A tal indução, aplicada por muitos depois de 2018, não convencerá mais ninguém. A escolha de lado vai dizer muito de cada um.

Vai revelar o caráter. O grau de dignidade.

É o confronto entre o retrocesso e o avanço.

A disputa entre atraso e progresso; necedade e ciência; arma e cultura; mentira e verdade; morte e vida; civilidade e barbárie.

Os últimos anos foram complicadíssimos para qualquer um com razoável equilíbrio e bom senso.

Que não coloque acima da razão e da objetividade, uma ideologia que não existe. Burra e desinformada. Desconectada da realidade. 

Vale lembrar que o atual presidente, em 33 anos na política, desde 1989, já trocou de partido 9 vezes.

Numa continha rápida, um pouco mais de 64 milhões de brasileiros ainda não tinham nascido quando o atual presidente já estava fazendo política no Rio de Janeiro. 

O que está em jogo não é simplesmente escolher um lado. Se esquerda ou direita. Amarelo ou vermelho. Branco ou preto. A questão aqui é outra.

Qual é a lógica: um governo para todos, propositivo e progressista, ou um governo atrasado, negacionista, sem projeto algum e para poucos?

Que fique bem claro, não faço defesa de ninguém em especial. Todos os postulantes ao Palácio do Planalto são declaradamente democratas. Defensores da Constituição e do Estado de Direito. Apenas um, o atual presidente, é assumidamente um protótipo de ditador.

Os números do Brasil real e sucateado são assustadores: 33 milhões de brasileiros passam fome; 125 milhões vivem em estado de insegurança alimentar; de cada 10 homens adultos, 7 estão endividados; de cada 10 famílias, 5 vivem no máximo, com dois salários mínimos; mais de 70 mil crianças vivem pelas ruas das principais cidades brasileiras; a taxa de desemprego já passa dos 12 milhões (era 11,1% no primeiro trimestre de 2022); inflação batendo na casa dos dois dígitos; milhões de desalentados; pós pandemia, cerca de 4 milhões de alunos, entre 6 e 34 anos, abandonaram a escola só em 2021; e, claro, o Brasil de volta ao mapa da fome.

E o tal “Orçamento Secreto” nas mãos do Centrão. A corrupção institucionalizada no país, fazendo a festa de deputados e senadores, aquela turma que vivia declarando em alto e bom som que era “anticorrupção” e “anti-sistema”.

Propina de pastores no MEC e no ministério da Saúde com administrações desastradas. Meio ambiente totalmente destruído. Setores essenciais para o desenvolvimento do país sem projetos e sem investimentos.

Um governo que desvia centenas de milhões de reais para parentes e amigos. O governo dos kits robótica, do tratoraço, dos ônibus escolares super faturados, de licitações manipuladas, dos caminhões de lixo, de investimentos em escolas que não existem, das fraudes na Codevasf, da propina na compra de vacinas da Índia. Vacinas, aliás, que não existiam.

Na convenção, realizada no Rio, estavam lá no mesmo palanque com o presidente: Valdemar Costa Neto, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no mensalão; Fernando Collor de Mello, processado e afastado da presidência pelos crimes de corrupção e fraudes financeiras; Ciro Nogueira, acusado pela PF pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Arthur Lira, contumaz corrupto, debruçado em mais de 140 pedidos de impeachment. Todos do centrão, aquela mesma turma que o general Heleno cantava nas eleições de 2018, “se gritar pega centrão, não fica um meu irmão”. 

É o governo mais incompetente, despreparado e corrupto da nossa história.

Até o Itamaraty, motivo de orgulho para os brasileiros e referência internacional num passado não muito distante, conseguiu ficar desmoralizado e virar piada mundo afora.

Integrantes de setores primordiais do governo sem nenhuma experiência e qualificação. Totalmente despreparados.

Hoje existem mais militares ocupando cargos no governo do que havia no período da ditadura militar.

E nesse contexto não podemos esquecer do aumento assustador dos casos de feminicídios (em média um caso a cada 6 horas), crimes homofóbicos (mais de 300 mortes violentas só em 2021), racismo, assassinatos escancarados de negros e pobres, misoginia e agora crimes por motivação política. Algo impensável algumas décadas atrás.

A intolerância, o desgoverno não pode vencer. Sem chance. Sem nenhuma possibilidade de êxito. 

Algumas manifestações públicas de seus seguidores que aconteceram recentemente em algumas cidades do Brasil, como a tal “marcha para Jesus” (o suprassumo da estupidez) tinha armas como destaque. Gente pregando o extermínio do outro. Fazendo arminhas com as mãos. Defendendo a volta da ditadura, da tortura, da pena de morte e até pedindo o retorno do AI-5 e da monarquia.

Nesses encontros, entre uivos de ódio e veneno escorrendo pelos cantos das bocas, não existe Deus. O que existe é outra coisa. Com outro nome. Totalmente oposto. Contrário a tudo que Jesus pregou.

Esse mal precisa ser eliminado totalmente e no dia 2 de outubro. Precisamos varrer por completo esse lixo moral e ético que tomou conta do Brasil já no primeiro turno. 

De forma avassaladora para não deixar nenhuma margem de dúvida.

No que depender de mim não haverá nenhuma chance desse obscurantismo fétido se prolongar por mais tempo em meu país.  

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Gerald D

By Gerald D

Gerald D é um atento observador da vida, da política, das artes, da música, da literatura e de tudo o que pode enriquecer alguém culturalmente. Gremista desde sempre, de quebra também escreve com muita propriedade sobre futebol

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