A BÍBLIA  conta a história de Caim e Abel. Diz que no início da história da humanidade, dois irmãos se odiavam ou não conseguiam ser amigos. A narrativa vai até o assassinato de Abel, por Caim, motivado por ciúme e frustração.
Este texto bíblico nos leva a reflexão de que sempre houve a ocorrência da violência ao lado da paz.
Visões de mundo; propostas religiosas; projetos de hegemonia…. Que situações levam a ocorrência da violência?
Outro grande problema para quem analisa as ações de violência é: o que faz uma determinada pessoa, em um acesso de raiva e frustração, adiantar-se a matar e a destruir?
Recentemente estamos vivendo fatos de extrema violência. Na verdade a história de nosso país é sempre uma história de ações de extrema crueldade. A famosa teoria da pureza de todos os brasileiros cai por terra.
Não houve paz quando os primeiros colonizadores mataram, em nome da religião católica ou da supremacia branca européia, as populações originárias de nosso país.
Não houve paz quando a escravidão de elevadas levas de africanos, retirados brutalmente de suas casas e nações africanas, transformou a escravidão num grande negócio de colonos brancos que precisavam ganhar muito dinheiro de forma urgente.
Não houve paz quando uma sociedade machista e homofóbica misturou ritos religiosos como forma de manter intacta as manobras de dominação própria do cativeiro e do colonialismo português no nosso país.
Na história política temos que nosso país foi transformado em massa de manobra do colonialismo econômico inglês.
Então a Independência foi fruto de uma manobra política-econômica da Inglaterra.
A derrubada da monarquia foi articulada por uma elite de mente curta e imediatista que implementou o patrimonialismo, o nepotismo e o coronelismo, traço preponderante dos 40 (quarenta) obscuros anos da chamada república velha. Esta era uma articulação entre os criadores de gado da Minas Gerais e os plantadores de café de São Paulo. O que queriam? A manutenção da escravidão e a continuação de políticas extremamente obscuras e fundamentadas numa sociedade racista e dominada por uma elite de visão curta.
As duas possibilidades de mulheres nos governarem foram bombardeadas por homens elitistas e pessoas com uma visão classista contrária a democratização do capital e a ampliação para todos, homens e mulheres, da possibilidade de nos governar.
Como alguém pode destruir a arte com a desculpa de estarem defendendo um projeto político?
Como alguém minimamente lúcido pode defender o que ocorreu recentemente em Brasilia?
Como duvidar da tecnologia e do moderno, defendendo a corrupta e claramente manipulado sistema eleitoral do voto impresso?
Como explicar que a alternância do poder político é uma possibilidade real na democracia?
Na verdade como devo reagir? Defendendo a paz. Defendendo a convivência de contrários e contraditórios. Defendendo que a esperança sempre pode nos levar a certeza de que podemos discordar. E que a discordância é salutar numa sociedade humana democrática, O ato de discordar não nos faz inimigos.
Não há  necessidade de matar ninguém. Não há necessidade de destruir objetos importantes de nossa cultura e de nossa história.
Que fatos lamentáveis como os ocorridos recentemente, não se repitam mais.

Foto: Divulgação Internet

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Doriscelio de Souza Pinheiro

By Doriscelio de Souza Pinheiro

Doriscelio de Souza Pinheiro, é carioca de São Fidelis e mora em Volta Redonda, Rio de Janeiro. É pastor Batista desde 1971; professor de História no Ensino Médio, Sociologia e Filosofia. É teólogo; pós graduado em Metodologia no Ensino Superior; Pedagogo; Mestre em Teologia; Psicanalista; pós graduado em Ensino de Sociologia e Filosofia e pós graduado em Psicopedagogia. É cronista e poeta