Era impensável algumas décadas atrás imaginar que as mulheres estariam no século 21 no comando de nações, tomando decisões, impondo regras de comportamento e sobretudo, não deixando de ser femininas. Muitas sociedades confundem submissão com sujeição e por isso oprimem cada vez as mulheres, a exemplo de algumas nações islâmicas, onde as mulheres não tem direito nenhum, a não ser ter filhos e mais filhos.

É inegável que a mulher conquistou ao longo das últimas décadas o seu tão sonhado e precioso espaço na sociedade a custa do seu esforço, luta e sacrifício. As portas não se abriram como num passe de mágica para elas, que desmentem a cada dia a pecha de sexo frágil. Nem a feminista Betty Friedan quando desafiou a América e seus pensamentos machistas de que o lugar da mulher era cuidar da casa, do marido e dos filhos, podia imaginar que as mulheres fossem tão longe.

No seu livro A Mística Feminina, ela afirmava que a maternidade significava uma conspiração para impedir que a mulher competisse em condições de igualdade com o homem no mercado de trabalho e em outras áreas da sociedade. Logicamente, há de se considerar que Miss Friedan, exagerava nas tintas e nas cores das suas reivindicações, e um caminho muito longo teria de ser trilhado. Além disto, algumas convicções e tabus teriam de ser quebrados. O primeiro e talvez o maior deles é o de que a mulher é o sexo frágil. 

Qual é o homem que agüentaria um trabalho de parto? Mulheres são fortes por natureza e muitas têm a determinação que falta em muitos homens e elas têm conquistado seus espaços seja no mercado de trabalho, seja na literatura, seja nas ciências e no cinema, entre outros postos importantes. Muitos confundem as lágrimas fáceis de uma mulher como sinal de fraqueza ou falta de coragem, quando na realidade elas são a prova de que a mulher é emotiva, quando o homem é racionalismo puro, e para quem o choro é demonstração de fragilidade.

É só olhar a política para ver o quanto as mulheres avançaram. Angela Merkel foi por 16 anos,  a primeira-ministra da Alemanha, Michelle Bachelet e Dilma Rousseff foram respectivamente presidentes do Chile e do Brasil, Hilary Clinton é uma das mais influentes mulheres nos Estados Unidos, além de ter sido primeira-dama, foi senadora, Secretária de Estado candidata presidencial e conquistou tudo isto sem a influência de Bill Clinton. Não há como deixar de fora desta lista mulheres como Golda Meir e Indira Ghandi, que governaram como primeiras ministras Israel e a Índia respectivamente. Atualmente, Kamala Harris é a vice-presidente dos Estados Unidos. Outra mulher de destaque atualmente é Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, de brilhante desempenho na pandemia da Covid-19.

Sem esquecer que muitas mulheres cristãs, especialmente nos últimos anos se tornaram pastoras e ministras, ocupando lugares tradicionalmente masculinos. Em muitos lugares nos Estados Unidos é possível encontrar igrejas numerosas que são dirigidas por mulheres. Mas, estes patamares são inacessíveis para milhões de mulheres, principalmente no ocidente, já que em algumas culturas, a mulher é um mero instrumento de reprodução sem direito algum.

A mulher moderna não reclama de direitos que não tem. Ela vai à luta e os conquista, mesmo que tenha de batalhar muito para isto. Miseravelmente, as mulheres têm sido cada vez mais vitimadas pela violência doméstica, pelo feminicídio, da discriminação,  do machismo e misoginia, circunstâncias abomináveis e desprezíveis. 

Se por um lado as mulheres têm mostrado toda a sua força e conquistas, por outro, ela nunca foi tão maltratada e violentada como agora. Embora dirija caminhões gigantescos, pilote aviões, conduza trens e ônibus, ensine, medique e muitas vezes cuide dos seus filhos sem a ajuda dos pais, sirvam de companheiras, e respeitada fora de casa, ela é humilhada dentro dela, e muitas vezes não se dá conta de que sofre calada sem ter a quem recorrer. 

Como surgiu a data
Em 1857, as operárias têxteis de uma fábrica em New York entraram em greve, reivindicando a redução da jornada de 16 para 10 horas diárias. Mesmo trabalhando o mesmo que os homens, elas recebiam menos de um terço do salário deles. Um incêndio irrompeu na fábrica fechada e 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, homenagear aquelas mulheres, e comemorar no 8 de Março o “Dia Internacional da Mulher”, que logo seria instituído mundialmente.

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

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