Uma nova variante do coronavírus foi identificado na África do Sul, que comunicou na quinta-feira, 25 a descoberta. Chamada de B.1.1.529, a cepa tem uma constelação incomum de mutações e cientistas temem o risco de escape da proteção da vacina, embora isto ainda não tenha sido detectado e nem tenha comprovação científica.

Autoridades sanitárias da África do Sul já detectaram inúmeros casos da nova variante que recebeu o nome de Ômicron. Na sexta-feira, 26, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou preocupação com a quinta variante mutante a receber tal designação. No sábado, 27, Reino Unido informou que foram detectados dois casos de contaminação pela variante.

Casos da variante Ômicron já foram registrados e confirmados em Israel, Bélgica, Hong Kong e Botsuana. Viajantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue passaram a ter restrições de diversos países, incluindo os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Singapura. A Comissão Europeia recomendou que países da União Europeia restrinjam emergencialmente voos originários da África Austral.

Potencialmente perigosa
Cientistas temem que a Ômicron, seja ainda mais transmissível e engane o sistema imunológico, e a comunidade cientifica afirmaram que a B.1.1.529 seja a pior variante do coronavírus já identificada.

Se a ‘periculosidade’ da Ômicron for confirmada pelos cientistas, significará mais infecções e consequentemente mais hospitalizações e mortes, com a possibilidade de que as vacinas disponíveis não tenham eficácia contra a variante.

A grande preocupação se deve ao alto número de mutações, porque os vírus fazem cópias de si mesmos para se reproduzir, contudo não são perfeitos nisso e erros podem ocorrer, o que resulta em uma nova versão ou variante. Se proporcionar uma sobrevivência, a nova versão ou cepa prosperará.

A B.1.1.529 tem 32 mutações da proteína S – spike ou espícula – que faz com que o vírus ‘cole’ em células humanas para invadir o organismo humano. No sábado, 27, o cientista Andrew Pollard, diretor do Oxford Vacine Group que liderou as pesquisas da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, afirmou que é possível criar uma nova vacina contra a variante Ômicron rapidamente.

Vacinação desigual
Na África do Sul, onde se originou a Ômicron, cerca de 23,5% da população está completamente imunizada, uma vez que houve uma queda de vacinação por causa da falta de interesse da população, já que não há uma escassez de suprimentos. 

Proteja-se e proteja as pessoas do seu convívio vacinando-se e incentivando outros a se vacinarem. A vacina contra a Covid-19 é eficiente e eficaz. Para saber onde se vacinar gratuitamente na sua cidade, clique aqui e selecione o seu estado no mapa em azul.

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

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