Logo após a copa do mundo de 1950, no Brasil, perdida para o Uruguai, a Fifa como um prêmio de consolação, autorizou a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a realizar um campeonato internacional de clubes campeões. Esse campeonato foi realizado em 1951, com duas sedes, Rio e São Paulo, apesar do troféu ser chamado de Taça Rio. No grupo do Rio jogaram o Vasco da Gama, Sporting (Portugal), Áustria Viena (Áustria) e Nacional (Uruguai).
No grupo de São Paulo jogaram o Palmeiras, Juventus (Itália), Estrela Vermelha (Iugoslávia) e Nice (França). A final foi realizada em dois jogos, no primeiro em São Paulo, o Palmeiras derrotou a Juventus por 1×0 e, no segundo no Rio, empate 2×2. Palmeiras campeão.
No ano seguinte em 1952, a CBD realizou outra edição do torneio internacional de campeões, já chamado de Taça Rio, nos mesmos moldes do anterior. No Rio jogaram Fluminense, Grasshopper (Suíça), Peñarol (Uruguai) e Sporting (Portugal). Em São Paulo, Corinthians, Saarbrucken (Alemanha), Libertad (Paraguai) e Áustria Viena (Áustria). A final na primeira partida no Rio, o Fluminense derrotou o Corinthians por 2×0 e, no segundo jogo, em São Paulo, Fluminense 2×2 Corinthians. Fluminense campeão.
Com a realização, do primeiro campeonato mundial interclubes, organizado pela Fifa, em 2000, no Rio de Janeiro, vencido pelo Corinthians, os clubes que disputavam o título mundial interclubes (Europa x América do Sul), buscaram o reconhecimento de seus títulos junto a Fifa. A Fifa reconheceu e oficializou esses títulos.
Com essa janela aberta, o Palmeiras, em 2007, recorreu à Fifa, pedindo o reconhecimento como o primeiro campeão mundial interclubes, baseado no título da Taça Rio de 1951. A Fifa a princípio rejeitou a solicitação do Palmeiras, mas depois, em 2014, certificou o Palmeiras como primeiro campeão mundial interclubes, mais tarde desconsiderou essa decisão. Logo depois, Fluminense e Bangu fizeram a mesma solicitação à FIFA. Por que o Bangu?
Em 1960, o milionário americano Willie Cox, visionário, que acreditou na implantação do SOCCER, nos Estados Unidos, fundou a American Soccer League, onde organizou campeonatos, mas, logo, percebeu que precisava de algo grande, para despertar o interesse do público.
Ademir da Guia foi o craque do torneio

Cox então, pediu autorização à Fifa, para realizar um campeonato mundial de clubes, em New York, entre 4 de julho e 6 de agosto de 1960. A Fifa autorizou e o campeonato se realizou. O Real Madrid da Espanha, campeão europeu 59/60 e o Peñarol do Uruguai, campeão da primeira Libertadores em 1959, não puderam participar, pois, disputariam a primeira partida pela decisão do título em 9 de agosto. Sendo assim participaram 12 equipes de 12 países, divididos em dois grupos de 6. No grupo A: Burnley (campeão inglês 59/60), Nice (campeão francês 58/59), Glenavon (campeão irlandês 59/60), Kilmarnock (vice-campeão escocês 59/60), Bayern Munich (vice-campeão alemão 59/60) e o New York Americans (representante americano).

No grupo B: Norrkoping (campeão sueco 59/60), Rapid Viena (campeão austríaco 59/60), Estrela Vermelha (campeão iugoslavo 59/60), Sporting (vice-campeão português 59/60), Sampdoria (vice-campeão italiano 58/59) e Bangu (vice-campeão carioca 59). O Fluminense campeão de 1959, recusou o convite, por não acreditar que poderia haver um torneio desse nos Estados Unidos. O Bangu chegou a final contra o Kilmarnock da Escócia e venceu por 2×0, depois dos seguintes resultados: Bangu 4×0 Sampdoria; Bangu 3×2 Rapid Viena; Bangu 5×1 Sporting; Bangu 0x0 Noorkoping e Bangu 2×0 Estrela Vermelha. O público pagante nos seis jogos do Bangu, foi de 104.274 espectadores. Além do título de campeão, o Bangu teve seu técnico Tim, escolhido como o melhor treinador do Torneio. Ademir da Guia, camisa 10 banguense, foi escolhido o craque do Torneio. Os outros destaques banguenses, foram Ubirajara Mota (goleiro) e Zózimo, (quarto-zagueiro).

Alfredo Melo

By Alfredo Melo

De texto fácil e cativante, Alfredo Melo é uma enorme criatura no sentido literal do termo, além de ser um profundo conhecedor do futebol e tem também a paixão e o sofrimento pelo Botafogo, cada dia maior... *Este texto não reflete, necessariamente, a opinião de A Notícia USA

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