Ultimamente o que mais escutamos nos noticiários é que a inflação americana fechou o mês de outubro a 6.2%, segundo dados publicados recentemente pelo. Este aumento na inflação é o maior desde novembro de 1990, sendo maior do que o previsto anteriormente por economistas, que chegaria a 5.8% no final de 2021.

A inflação, em economia, refere-se ao aumento geral e progressivo de preços de produtos e serviços. É também um indicador importante pois te faz sentir no bolso o quanto você poderá pagar pelo próximo pacote de arroz que irá comprar, ou a próxima vez que for encher o seu tanque de gasolina. 

Nos Estados Unidos a população se aborrece com o preço da gasolina a US$ 3.25 em média o galão, e a inflação a 6.2%, pois em um país de economia estável, em que a inflação normal gira em torno de 2-3% anual, é normal que qualquer aumento de preços substancial, gere uma certa incerteza. Economistas geralmente concordam que uma inflação modesta é algo bom. A Inflação normal nos Estados Unidos gira em torno de 2% ao ano. Uma inflação saudável significa um pouco de aumento em salários e lucros, os quais mantêm o dinheiro girando na economia.

Quando há um aumento na inflação muito acima do normal o consumidor começa a sentir em seu dia a dia de compras de produtos e uso de serviços, um aumento significativo em preços, o que faz com que as pessoas não consigam comprar aquilo que compravam antes dentro do mesmo orçamento. Isso afeta o poder de compra, o poder de planejamento a longo prazo, criando uma certa instabilidade financeira e emocional e colocando as pessoas em estado de alerta e desconforto. 

O maior aumento de preços atualmente tem sido em energia, chegando a 30% em outubro de 2021 comparado a um ano atrás, as pessoas conseguem sentir também no bolso, o aumento em quase todos os itens desde comidas básicas de supermercado, cerca de 5.3% no final de outubro, até item de maior valor como casas, aluguel, carros, este último se for usado, teve um aumento de 26.4% nos últimos 12 meses. 

O que eles chamam de Core Inflation – o que significa todos os itens menos comida e energia, aumentou 4.6% nos últimos 12 meses, o maior desde agosto de 1991. Este indicativo ajuda o banco central a decidir onde colocar as taxas de juros básicas. Vamos colocar estes dados em um contexto real da economia americana e o que isso significa para o seu bolso e como afeta a sua vida do dia a dia. 

A que se atribui este índice tão alto de inflação? 

A maior parte dos economistas acreditam que a interrupção e a inconstância da linha de produção e distribuição causada pela pandemia de produtos e matéria prima, como componentes eletrônicos necessários para produção de novos carros, como a madeira para construir e reformar casas, como o fechamento temporário devido a grande contaminação de funcionário pelo Covid-19 em fábricas que empacotam e processam carnes, estão criando o aumento nos preços. Esta linha de produção e distribuição poderá demorar a se normalizar mais tempo do que o Federal Reserve espera e prevê, causando com isso um aumento na inflação geral do país. É a lei da oferta e da procura, como comumente nos referimos a esta situação. Quando se tem escassez de produtos, serviços e mão de obra e a procura é bastante grande, estes se tornam mais caros. Especialistas esperam que esta normalização na linha de produção e distribuição e o retorno total da força de trabalho global seja algo que possa se estender ao próximo ano. Mas não acreditam que este seja o novo normal americano. 

Este estado de alta inflação é lugar comum para nós, brasileiros que vivemos e experienciamos no Brasil, uma economia instável, com preços de produtos e serviços subindo a cada dia, com a gasolina a R$ 7-8,00 com alguns consumidores especulando que o preço pode chegar a R$ 10,00 no início de 2022 e em que o salário mínimo para se viver é R$ 1.192,00 e a inflação oficial real de dados publicados em outubro de 2021 de 10.67%. Quem viveu no Brasil nos anos 90 pode testemunhar o que é a loucura de uma inflação descontrolada, chegando a três dígitos, e o que significa a desvalorização da moeda corrente. Acredito que nós, brasileiros aqui na Terra do Tio Sam, temos experiência e resiliência suficiente para atravessarmos estes momentos de pequenas turbulências econômicas em um país desenvolvido, estável e de baixa inflação. 

O mais importante neste momento é não se apavorar com o sensacionalismo dos noticiários e manter o seu plano de economia pessoal e deixar uma margem um pouquinho maior para gastos necessários. Tentar economizar e gastar conscientemente e de forma inteligente irá ajudar a criar um bem estar financeiro consigo mesmo. 

Precisamos também entender, que nestes momentos de inflação e de juros fixos tão baixos é importante buscar alternativas confiáveis e apropriadas para manter o padrão de compra do seu dinheiro. Deixar as suas economias em dinheiro ou em uma conta de poupança, neste momento significa perder dinheiro, pois os juros fixos estão muito baixos e não mantém nem mesmo o poder de compra do seu dinheiro. Lembrando mais uma vez, que no seu planejamento financeiro, somente o seu dinheiro do fundo de emergência deve estar na conta de poupança, devido aos baixos juros oferecidos neste veículo. 

Ana Claudia Panori

By Ana Claudia Panori

Ana Claudia Panori é conselheira financeira licenciada - financial advisor, membro MDRT e NAIFA, palestrante certificada em financial Wellness on workplace. Trabalha na Prudential Financial e desenvolve há anos um longo trabalho de educação financeira junto à comunidade brasileira. É representante da pasta de Empreendedorismo e Finanças do Conselho de Cidadãos de Boston, além de ser voluntária em diversas causas sociais. Contato: 508.353-9340. Instagram: anaclaudia7835 *Este texto não reflete, necessariamente, a opinião de A Notícia USA

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