Frilei Brás

Para alegria da imensa torcida atleticana, o Clube Atlético Mineiro, conquistou na noite da quinta-feira, 2, o título da Série A do Campeonato Brasileiro, com duas rodadas de antecedência, ao bater de virada depois de estar perdendo por 2×0, o Bahia na Arena Fonte Nova em Salvador, em jogo atrasado da 32ª rodada. Com isto, o Galo, vai a 81 pontos ganhos e não pode mais ser alcançado pelo Flamengo que tem 70 pontos ganhos. O Atlético-MG volta a campo no domingo, 5, contra o RB Bragantino no Mineirão e na quinta-feira, 9, contra o Grêmio na Arena do Grêmio em Porto Alegre, respectivamente pelas 37ª e 38ª rodadas.

Com um elenco milionário que tem no atacante Hulk o seu o principal jogador, o Galo que é comandado pelo experiente Cuca, não deu chance aos seus adversários e fez uma campanha irretocável até agora. Com 36 jogos disputados, o Atlético-MG tem 25 vitórias; 6 empates; 5 derrotas; 60 gols pró; 27 gols contra e um aproveitamento de 75%, além de ter o artilheiro da disputa – Hulk com 18 gols.

Cleidiomar DaSilva

Ficha técnica
Bahia 2 x 3 Atlético-MG
Bahia 
Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Patrick de Lucca, Mugni (Daniel) e Rodriguinho (Ronaldo); Rossi, Raí Nascimento (Ramírez) e Gilberto (Rodallega). Técnico: Guto Ferreira.
Atlético-MG 
Everson; Mariano, Nathan Silva, Júnior Alonso e Guilherme Arana; Tchê Tchê, Zaracho (Igor Rabello) e Nacho Fernández (Eduardo Sasha); Keno, Vargas (Nathan) e Hulk. Técnico: Cuca.
Gols
Luiz Otávio, aos 16, Gilberto, aos 20, Hulk (pênalti), aos 27, Keno aos 28 e aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos
Nathan, Guilherme Arana e Eduardo Sasha (Atlético-MG) e Mugni e Patrick de Lucca (Bahia).
Árbitro 
Flávio Rodrigues Guerra (SP).
Renda 
R$ 708.246,00
Público
29.514 presentes.

Claudio Rodrigues

Longa espera e euforia
O Atlético-MG, conquistou o seu único título nacional em 1971, no Maracanã, contra o Botafogo. Quem conta a história do jogo é o empresário Nivaldo Guedes que além de ser torcedor, fazia parte do elenco profissional do Galo na época. “Você deve imaginar a ansiedade e expectativa que estou depois destes 50 anos de sofrimento. Em dezembro de 1971 eu estava lá. Confesso que a viagem de Belo Horizonte ao Rio foi muito cansativa. Mas tudo valia para ver o glorioso Atlético Mineiro, enfrentar o Botafogo em pleno Maracanã, completamente lotado. Seria um sabor gostoso se vencêssemos o Botafogo no Rio. Embora todos sabiam que o jogo ia ser difícil. O nosso time era muito bom, pois tínhamos no elenco um plantel de muita garra e qualidades técnicas. Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vanderlei, Vantuir, Oldair, Ronaldo, Humberto Ramos, Dario, Beto e Romeu. Ufa! Foi difícil, mas naquela noite saímos vencedores e campeões de futebol do Brasil”, ressaltando que por ter sofrido um infarte e ter três stents, não teve coragem de assistir ao jogo contra o Bahia, na quinta-feira.

Alana, Sergio Kerr e Reinaldo

Muitos atleticanos que sequer haviam nascido na época, devotam paixão ardorosa pelo time de coração, outros como Claudio Rodrigues, o ‘Catatau’, que também jogou no time profissional do Galo não via a hora de comemorar o tão esperado título. “É uma alegria muito grande ver o time pelo qual joguei e defendi o manto preto e branco ser campeão depois de 50 anos e tenho amigos que estão lá até hoje, como o Eder Aleixo e outros. O Atlético-MG me oproporcionou muitas coisas, inclusive estudar e sou grato até hoje”, diz Claudio que viaja no dia 12 para o Brasil e vai assistir a decisão da Copa do Brasil. Depois de jogar no Atlético-MG, Claudio jogou em clubes de Portugal e da Espanha. 

“Torcer para o Galo é mais do que acompanhar um time de futebol. É sentimento, é emoção. O amor ao Galo transcende os períodos de vitória. Foram anos de sofrimento, mas o coração atleticano é fiel. Torcer para o Galo é aprender sobre perseverança, e vê-lo campeão brasileiro”, diz Cleriton Guimarães, morador em Martha’s Vineyard.

Geordanni Catão e Luka

Outro atleticano que não via a hora do clube do coração ser campeão é Cleidiomar DaSilva, o ‘Silvão Galo Doido’, que extravazou toda a sua alegria: “Campeão, campeão, campeão. Não a hora de poder gritar para todo mundo ouvir que o meu Galão da massa é campeão com merecimento e justiça”.

“Torcer para o Galo significa paixão e quando vejo o time do coração jogar meu coração acelera”, afirma Geordani Catão, que transmitiu o amor pelo Atlético-MG para o filho e os netos. Sergio Kerr, é outro torcedor atleticano que exalta o Galo todo o tempo e é acompanhado na paixão pela neta Alana.

Mas dentre todos estes e outros atleticanos, o mais apaixonado deles é o radialista e apresentador Frilei Brás, notório torcedor do Galo que não cabe em si de tanta alegria. “O Galo ser campeão é extraordinário e é o que faltava para um clube tão vitorioso e glorioso quanto o Clube Atlético Mineiro, e fico muito feliz de estar vivendo este momento em que somos campeões brasileiros. Já ganhamos Copa do Brasil, Libertadores, Campeonato Mineiro, Copa Sul-Americana, mas ser campeões brasileiro era o título que faltava. É importantíssimo, extraordinário ser campeão. Top. Somos campeões”, diz Frilei.

Antonio dos Reis é um dos atleticanos mais conhecidos no MetroWest

“O que significa ver o Galo campeão? Depois de vê-lo ser campeão em 1971, agora significa muito porque desde então o Atlético Mineiro sempre esteve perto do título e por detalhes não conseguia ser campeão. Em 1977, na final contra o São Paulo armaram para o Galo, porque o Reinaldo fazia gol em todos os jogos, aí eles resolveram julgar ele antes do último jogo para que ele não participasse e o São Paulo fosse beneficiado. Em 1981 e 1982 o árbitro tomou o título do Galo para beneficiar o Flamengo. Quando me perguntam quem foi o melhor jogador, eu respondo que o time completo teve momentos muito bons e às vezes um jogador se sobressaía mais que outros. O coletivo e o um bom plantel foi muito importante, mas o Hulk foi o destaque pela dedicação e a vontade de ganhar, mas não podemos deixar de mencionar Cuca, o técnico, que com uma excelente liderança guiou os jogadores rumo ao título. Se estou feliz? Imensamente feliz”, diz Antonio dos Reis, o ‘Antonio do Posto’, um dos atleticanos mais conhecidos e estimados de Framingham e região.

Cleriton Guimarães

Campanha do Atlético-MG
1ª rodada
Atlético-MG 1 x 2 Fortaleza
2ª rodada
Sport 0 x 1 Atlético-MG
3ª rodada
Atlético-MG 1 x 0 São Paulo
4ª rodada
Internacional 0 x 1 Atlético-MG
5ª rodada
Atlético-MG 1 x 1 Chapecoense
6ª rodada
Ceará 2 x 1 Atlético-MG
7ª rodada
Santos 2 x 0 Atlético-MG
8ª rodada
Atlético-MG 4 x 1 Atlético-GO
9ª rodada
Cuiabá 0 x 1 Atlético-MG
10ª rodada
Atlético-MG 2 x 1 Flamengo
11ª rodada
América- MG 0 x 1 Atlético-MG
12ª rodada
Corinthians 1 x 2 Atlético-MG
13ª rodada
Atlético-MG 3 x 0 Bahia
14ª rodada
Atlético-MG 2 x 0 Athletico-PR
15ª rodada
Juventude 1 x 2 Atlético-MG
16ª rodada
Atlético-MG 2 x 0 Palmeiras 
17ª rodada
Fluminense 1 x 1 Atlético-MG

Lucia Lopes: paixão pelo Galo

18ª rodada
RB Bragantino 1 x 1 Atlético-MG
19ª rodada
Atlético-MG 2 x 1 Grêmio
20ª rodada
Fortaleza 0 x 2 Atlético-MG
21ª rodada
Atlético-MG 3 x 0 Sport
22ª rodada
São Paulo 0 x 0 Atlético-MG
23ª rodada
Atlético-MG 1 x 0 Internacional
24ª rodada
Chapecoense 2 x 2 Atlético-MG
25ª rodada
Atlético-MG 3 x 1 Ceará
26ª rodada
Atlético-MG 3 x 1 Santos
27ª rodada
Atlético-GO 2 x 1 Atlético-MG
28ª rodada
Atlético-MG 2 x 1 Cuiabá
29ª rodada
Flamengo 1 x 0 Atlético-MG
30ª rodada
Atlético-MG 1 x 0 América-MG
31ª rodada
Atlético-MG 3 x 0 Corinthians
32ª rodada
Bahia 2 x 3 Atlético-MG
33ª rodada
Athletico-PR 0 x 1 Atlético-MG
34ª rodada 
Atlético-MG 2 x 0 Juventude
35ª rodada
Palmeiras 2 x 2 Atlético-MG

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

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