Resumo da rodada
O Atlético-MG aproveitou o tropeço do Palmeiras e assumiu a liderança da Série A com 34 pontos ganhos; o vice líder é o Palmeiras com 32 pontos ganhos em 2º; o Fortaleza com 30 pontos ganhos é o 3º e fechando o G4, o Bragantino está em 4º com 28 pontos ganhos. O Flamengo que vinha goleando todo mundo, foi atropelado pelo Internacional no Maracanã e estacionou nos 28 pontos ganhos. Na zona de rebaixamento estão o América-MG em 17º com 14 pontos ganhos; o Cuiabá tem pontos 14 e está em 18ª; o Grêmio tem 7 pontos ganhos em 19º e na lanterna, a Chapecoense com 4 pontos ganhos. Na Série B o líder é o Náutico com 30 pontos ganhos; o Coritiba é o vice-líder também com 30 pontos ganhos; o CRB é o 3º com 28 pontos ganhos, o Goiás é o 4º colocado com 27 pontos ganhos. Na zona de rebaixamento estão o Confiança em 17º, o Cruzeiro em 18º e o Londrina – todos com 13 pontos ganhos; o Brasil de Pelotas com 12 pontos é o lanterna.

Série A
15ª rodada
Sexta-feira, 6 de agosto
Sport 0 x 0 RB Bragantino
Sábado, 7 de agosto
Athletico-PR 1 x 2 São Paulo 
Palmeiras 2 x 3 Fortaleza
Cuiabá 1 x 1 Bahia
Domingo, 8 de agosto
Santos 0 x 0 Corinthians
América-MG 1 x 0 Fluminense
Juventude 1 x 2 Atlético-MG 
Flamengo 0 x 4 Internacional
Ceará 0 x 0 Atlético-GO
Segunda-feira, 9 de agosto
Grêmio x Chapecoense

Série B
15ª rodada
Sexta-feira, 6 de agosto
Remo 0 x 1 Operário
Guarani 2 x 0 Brasil de Pelotas
Coritiba 1 x 1 Goiás
Sábado, 7 de agosto
Brusque 1 x 2 Cruzeiro
Náutico 0 x 4 Confiança
CSA 0 x 0 Avaí
Vila Nova 0 x 2 Sampaio Corrêa
Vitória 0 x 1 Vasco
Domingo, 8 de agosto
Botafogo x Ponte Preta
Londrina x CRB

Grandes times brasileiros
As décadas de 1970 e 1980 alguns times tiveram o domínio hegemônico do futebol brasileiro. Foram verdadeiros esquadrões que impunham temor nos adversários. Há de se considerar que nos anos 1960, sem sombra de dúvida alguma, o Santos de Pelé & companhia, dominou não só somente o Brasil, como a América do Sul e o mundo.

O Palmeiras era uma máquina de jogar bola, comandada pelo divino Ademir da Guia

Palmeiras 
Bicampeão brasileiro em 1972 e 1973
Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu, Ademir da Guia e Leivinha; Edu, César e Nei. Jogaram ainda o argentino Madurga e Ronaldo entre outros, que sob o comando de Osvaldo Brandão. A Academia também ganhou os Campeonatos Paulistas de 1972 e 1974, e impunha o seu jogo bonito e eficiente comandado pelo extra classe Ademir da Guia, como coadjuvantes havia Leão, Luís Pereira, Leivinha e César, que tinham como cão de guarda o volante de Dudu. A campanha de 1973 o time obteve 25 vitórias, 12 empates e três derrotas, com 52 gols a favor e 13 gols sofridos.

 

Paulo Roberto Falcão era o super astro de um time de craques

 

Internacional
Campeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979
Manga; Claudio Duarte, Figueroa, Hermínio e Vacaria; Caçapava, Falcão e Pauli César Carpegiani; Valdomiro, Flávio e Lula. Jogaram ainda Marinho Perez, Batista, Jair, Dario e Escurinho comandados por Rubens Minelli que montou um dos maiores esquadrões de todos os tempos. Comandados dentro de campo pelo trio Figueroa, Falcão, Carpegiani, o Internacional era mortífero e a vitória contra a máquina do Fluminense em 1975 no Maracanã entrou para a história com uma das maiores aulas de futebol que alguém poderia dar. Já em 1979, comandado pelo lendário Ênio Andrade, o Internacional sagrou-se campeão invicto com Benitez, Falcão, Batista, Jair e o habilidoso Mario Sérgio.

Um time forte e técnico que tinha Mario Sérgio, Paulo Cezar Caju, Tudo de Leon e Renato Portalupi

Grêmio
Campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes
Em 1983, o Grêmio fez história ao conquistar a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes ao bater o Hamburgo com um show de Renato Gaúcho. Mazarópi; Paulo Roberto, Baidek, De Léon e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo, Mário Sérgio, Renato Gaúcho, Tarciso e Paulo César Caju. O treinador era o boa praça Valdir Espinosa.

 

 

 

Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Junior. Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita. Um esquadrão que fez história…

Flamengo
Campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes
Já nos anos 1980, o Flamengo com seus craques bons de bola, foram campeões brasileiros em 1982, 1983 e o até hoje, controverso 1987. O Flamengo conquistou também a Copa Libertadores e o Mundial contra os ingleses do Liverpool. O time do Flamengo comandado por Zico é daqueles esquadrões dos quais jamais se esquece. Uma das partidas que ficou marcada na história do time foi a decisão da Copa Libertadores em 1981 contra o violento Cobreloa do Chile, que foi uma das partidas mais eletrizantes da competição. O Flamengo perdeu um – 0x1, ganhou o outro jogo – 2×1. A partida de desempate foi marcada para Montevidéu numa noite fria e gelada. Nos dois jogos anteriores Mario Soto, um zagueiro violento que jogava com anelão no dedo e havia distribuído socos e pontapés sem ser incomodado pelos árbitros o que lhe deu confiança para bater ainda mais nos habilidosos atacantes flamenguistas. Na terceira partida, ao ver que o jogo já estava ganho por 2×0 e o Flamengo era campeão, o técnico Paulo César Carpegiani, mandou que o centroavante Anselmo entrasse em campo com uma única missão – quebrar a cara do valentão Mario Soto. E lá foi Anselmo para nocautear o chileno e sair expulso. O fato virou folclore e Carpegiani se disse de alma lavada. Meses depois o Flamengo jogaria a maior partida da sua história e daria um baile nos arrogantes ingleses do Liverpool, ganhando por 3×0 num dos jogos mais memoráveis do futebol em todos os tempos e que mais de 30 anos depois é lembrado e relembrado pela massa flamenguista. Raul; Leandro, Mozer, Figueiredo e Junior; Lico, Adilio, Nunes, Zico e Tita, marcaram definitivamente os seus nomes na história do futebol brasileiro e mundial.

Histórias do futebol
Sofrimento do goleirão…
É sempre pertinente e muito bom, lembrar das histórias contada pelo Gerald D, o talentoso titular da Coluna Cartas de Boston, que além de entender das palavras, entende como poucos de futebol, principalmente do gaúcho e mais ainda do Grêmio, se bem que a história desta vez é do Internacional.

No grande time, um verdadeiro esquadrão do Internacional dos anos 70 e 80, despontavam craques como Manga, Figueroa, Falcão, Carpegiani, Lula, Flávio e Valdomiro entre outros e uma das brincadeiras que os jogadores faziam com Manga nos treinos coletivos, era deixar Valdomiro e Lula entrarem na área e fuzilarem o goleiro a queima roupa. Isto obrigava Manga a sair frente a frente com verdadeiros torpedos disparados pela dupla, principalmente pelos chutes do Valdomiro, que entrava em diagonal com toda velocidade e disparava sem piedade. Valdomiro, na época, dividia com Nelinho a fama dos chutes mais potentes do futebol brasileiro. Batia como poucos na bola. Manga ficava indignado e com aquele sotaque, meio espanhol e português, falava todos os palavrões que conhecia para os companheiros de defesa que se divertiam vendo o grande goleiro bravo. Outra coisa que lembrei dessa história era que muitas vezes eles deixavam duas bolas em campo. Uma com o Lula e outra com o Valdomiro, ambos entrando em diagonal e disparando chutes fortes em direção do gol ao mesmo tempo. Manga saltava para se defender dos chutes furioso com os colegas. Em outras, o Valdomiro batia de perto o que fazia Manga tentar se defender e prometer pegar o ponta depois do treino, o que não fazia, já que além de bons amigos, Manga era um baita sujeito”.    

Foto da capa: redes sociais do Atlético-MG

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

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