Resumo da rodada
O Palmeiras – líder com 32 pontos ganhos; o Atlético-MG – com 31 pontos ganhos em 2º; o Fortaleza com 27 pontos ganhos é o 3º e fechando o G4, o Bragantino está em 4º com 27 pontos ganhos. O Flamengo que bateu o Corinthians é o 5º com 24 pontos e parece ter se livrado de vez do carma de Rogério Ceni. Na zona de rebaixamento estão o São Paulo em 17º com 12 pontos ganhos; o América-MG em 18º com 11 pontos ganhos; o Grêmio com 7 pontos em 19ª e na lanterna, a Chapecoense com 4 pontos ganhos. Na Série B o líder é o Náutico com 30 pontos ganhos; o Coritiba é o vice-líder com 28 pontos ganhos; o Goiás é o 3º com 26 pontos ganhos, mesma pontuação do Avaí que é o 4º colocado. Na zona de rebaixamento estão o Londrina em 17º, o Cruzeiro em 18º – ambos com 13 pontos ganhos; o Brasil de Pelotas em 19º com 12 pontos ganhos e na lanterna está o Confiança com 10 pontos ganhos.

Série A
14ª rodada
Sábado, 31 de julho
São Paulo 0 x 0 Palmeiras
Internacional 0 x 0 Cuiabá
Bragantino 1 x 0 Grêmio
Domingo, 1 de agosto
Corinthians 1 x 3 Flamengo
Atlético-MG 2 x 0 Athletico-PR 
Bahia 0 x 1 Sport
Chapecoense 0 x 1 Santos
Ceará 3 x 1 Fortaleza
Atlético-GO 1 x 1 América-MG
Sem data definida
Fluminense x Juventude

Série B
15ª rodada
Sexta-feira, 30 de julho
Goiás 1 x 0 Operário
Coritiba 3 x 1 Náutico
Cruzeiro 2 x 2 Londrina
Sábado, 31 de julho
Guarani 1 x 4 Vila Nova
Vitória 0 x 0 Avaí
Brasil de Pelotas 1 x 2 Sampaio Corrêa
Brusque 3 x 0 Confiança
Botafogo 2 x 0 Vasco
Domingo, 1 de agosto
Remo 1 x CSA
CRB 1 x 0 Ponte Preta

Panela de pressão
Os olhos do mundo do esporte se voltam para o Japão, onde está acontecendo os Jogos Olímpicos. Entre todos os esportistas e modalidades esperava-se que acontecessem os casos de superação e brilho. Porém, o caso da ginasta americana Simone Biles chocou a todos com a desistência dela de competir na sua modalidade. Sem rodeios e desculpas, Simone afirmou em alto e bom som que passa por graves problemas com a sua saúde mental e sucumbiu a isto. A constatação é a de que Simone Biles está a ponto de explodir e diante de toda a expectativa depositada sobre ela, que é sem dúvida uma das maiores estrelas do esporte mundial, não aguentou a pressão. Será muito importante que daqui por diante, os dirigentes do esporte de qualquer modalidade tenham a preocupação com a saúde mental dos seus comandados, ou histórias como a de Simone Biles tendem a se repetir com uma frequência cada vez maior. 

History life
O esporte – principalmente o futebol sempre foi pródigo em histórias de meninos pobres que venceram na vida pelo seu talento e capacidade. Gente que saiu da pobreza, da favela, dos muquifos e dos becos da vida para alcançar o merecido estrelato. Com isto o dinheiro dantes escasso começa a jorrar em profusão e com ele vem o deslumbramento, a soberba, a arrogância, a máscara, as más companhias e aí daquele que ousar falar com qualquer destas pseudo-celebridades para ver o que acontece. A maioria se cerca de assessores que invariavelmente vem dos mesmos lugares deles e lhes prestam vassalagem e bajulação o tempo todo. Já os clubes que usufruem destes talentos natos e cabeças ocas não estão nem aí para nada. Os empresários que só enxergam cifrões deixam-os entregues cada um a sua própria sorte. Cuidam do físico e atualmente disputam entre si quem tem mais seguidores nas redes sociais. Saúde mental nem pensar. Alguns jamais ouviram falar sobre o assunto…

Adriano abandonou o futebol no auge da carreira

Talento versus saúde mental
Adriano teve no passado o status de estrela maior da Internazionale de Milão, mas o perdeu por causa do seu comportamento. Será por causa da origem humilde dele, que se viu alçado das favelas e morros no Rio de Janeiro, para o conforto e a riqueza dos ambientes refinados e caríssimos da Europa? Oficialmente dizia que foi a morte do seu pai que o abalou a ponto de querer largar tudo, e de um dia para o outro se tornar um incômodo para o time, o técnico e a torcida. Adriano largou o futebol precocemente e apesar das inúmeras tentativas de voltar a ser o que fora um dia, jamais conseguiu se recuperar, preferia a companhia dos seus amigos na favela e talvez o seu último lampejo foi na conquista do Brasileirão pelo Flamengo em 2009, depois perambulou por diversos clubes sem conseguir se firmar em lugar algum. Ou seja, Adriano teve o seu talento e brilho desperdiçado porque sua saúde mental foi negligenciada, primeiro por ele e depois pelos clubes por onde jogou.

Amarelando…
Ruud Gullit, o super astro holandês, quando jogava no Milan, foi emprestado duas vezes ao Sampdoria também da Itália. No final da sua segunda passagem por lá, recebeu uma oferta do Milan para renovar contrato por uma fortuna, mas preferiu ir ganhar menos no Chelsea da Inglaterra onde encerrou sua carreira, na época, o clube inglês era inexpressivo no futebol local. A justificativa para recusar a proposta do Milan, foi a de que não suportava a pressão a que era submetido todos os dias. Num ano ruim, ele e os outros figurões do time ganhavam mais de US$ 1 milhão em prêmios por ano – o que na época era uma verdadeira fortuna, mas isto pouco importava para Gullit. Atletas e esportistas de ponta costumam passar por tantas tensões que o cidadão comum pouco imagina. O apagão que Ronaldo sofreu na decisão da copa do Mundo em 1998 contra a França é a prova disto. O níveis de adrenalina sobem a extremos, o raciocínio e as pernas falham na hora H.  

Valdir Joaquim de Moraes foi treinador de goleiros do Palmeiras, do São Paulo e da seleção brasileira

Histórias da bola
Cruyff e ‘el viejo’
Quando o São Paulo foi a Tokio decidir com o Barcelona o Mundial de Clubes, o holandês Johan Cruyff, o maior jogador holandês de todos os tempos, deu entrevistas dizendo que o São Paulo não era páreo para o time dele. Insolente, numa coletiva riu quando disseram que podia ser surpreendido e se espantou quando viu Zetti sendo treinado exaustivamente no dia do jogo por Valdir Joaquim de Moraes, afirmou para um auxiliar: ‘Como patea este viejo’, impressionado com a potência e a precisão do chute do brasileiro. Desdenhou Telê e a comissão técnica do Tricolor e tomou um nó tático do brasileiro do qual se lembra até hoje. Porém, depois do jogo teve a humildade de cumprimentar e parabenizar Telê Santana e lembrar assustado dos chutes de Valdir treinando Zetti para a partida.    

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