Adalberto Henriques de Freitas, 71 anos, não demonstrou nenhuma emoção ao ouvir do juiz Mark A. Hallal em audiência que aconteceu na Norfolk County Superior Court, em Dedham, Massachusetts, na sexta-feira, 8 de julho a sentença de 24 anos de prisão em regime fechado por crimes sexuais praticados contra duas meninas menores de idade.

Em um julgamento que terminou no dia 16 de junho, o corpo de jurados julgou que Adalberto é culpado de ter praticado violência sexual contra duas vítimas menores de idade do sexo feminino. Adalberto que está preso desde a época das acusações em fevereiro de 2018, foi julgado pelos seguintes crimes:

Vítima 1
Três acusações de estupro forçado e
Três acusações de ataques indecorosos

Vítima 2
Duas acusações de estupro forçado e
Duas acusações de ataques indecorosos

Em fevereiro de 2018, Adalberto foi acusado formalmente na Corte Distrital de Quincy, de ter abusado sexualmente de duas meninas que na época tinham 10 e 12 anos de idade respectivamente, e que poderia ter molestado outras quatro crianças de acordo com os registros na Corte. As meninas disseram às autoridades que Adalberto estava molestando-as há pelo menos quatro anos.

As crianças ficavam aos cuidados da mulher de Adalberto, em um day care que as autoridades taxaram de clandestino, enquanto seus pais trabalhavam. Documentos da corte narraram que Adalberto molestava as crianças, esfregando-se nelas e praticando atos libidinosos.

A descoberta das agressões sexuais praticadas por Adalberto aconteceu quando uma criança que ficava no day care, ficou doente e apresentou uma febre repentina e que foi constada como sendo de fundo emocional. Testes e exames foram feitos na criança e foi encontrado sémen humano no corpo da menina e a investigação apontou que ela era abusada por Adalberto.

Os abusos sexuais contra as crianças aconteciam quando a esposa de Adalberto estava dormindo ou quando ela saia para fazer comprar. Duas meninas afirmaram em juízo que eram constantemente abusadas por Adalberto e que ele as ameaçava e dizia que as suas famílias teriam problemas caso elas contassem para alguém acerca dos ataques sexuais contra elas.

Além dos casos de abuso sexual contra meninas nos Estados Unidos, Adalberto é considerado fugitivo da Justiça brasileira pelo mesmo crime. No Brasil, Adalberto é processado nos artigos 214 e 244 D.L. 2848 – atos libidinosos e atentado violento ao pudor contra menores de 14 anos. No caso de Adalberto o os processos referem-se somente aos atos praticados contra duas vítimas, embora haja outras vítimas, todas meninas, cujos pais optaram por não prestar queixa contra ele. O processo contra Adalberto que tramita na Comarca de Contagem, Minas Gerais, está suspenso desde 2013 com base no artigo 366 do Código de Processo Penal – “Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312”, ou seja, ele é foragido da Justiça brasileira.  

O tempo em que Adalberto Henriques de Freitas está preso que é de quatro anos e cinco meses será descontado da sua pena.

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