A consultora financeira Raquel Moura Borges, uma brasileira de 55 anos, foi presa na quarta-feira, 27, e acusada pelo promotor federal Damian Williams e por Daniel R. Brubaker, inspetor do New York Office of the U.S. Postal Inspection Service (USPIS), de fraudar clientes e de ter se apropriado indevidamente de cerca de US$ 4 milhões de investidores da Global Access Investment Advisor LLC (Gaia), empresa da qual ela é sócia.

A prisão de Raquel Moura Borges aconteceu em New York, quando ela desembarcava de uma viagem e foi feita por agentes do USPIS, e seu caso está a cargo do juiz distrital federal Lewis J. Liman.

Raquel teria prometido aos seus clientes que investiria os ativos financeiros deles em títulos e outros investimentos, mas na verdade, segundo a promotoria federal, ela “roubou as economias de seus clientes e embolsou o dinheiro deles”. Ainda de acordo com a peça de acusação, Borges violou a lei e o seu dever fiduciário para com seus clientes, e por isso enfrenta agora acusações criminais federais.

A brasileira é acusada de fraude de valores mobiliários, fraude eletrônica e fraude em consultoria de investimentos em conexão com sua empresa.      

Pelo menos duas vítimas foram lesadas pela brasileira. Para a ‘vítima 1’, Raquel afirmou que estava fazendo investimentos financeiros, inclusive em um empresa brasileira, em nome do investidor. Em dezembro de 2017, Raquel Borges captou desta vítima cerca de US$ 2,7 milhões, dinheiro que foi depositado em contas controladas por ela. As investigações concluíram que nenhum centavo deste dinheiro foi investido em nome da vítima. Cerca de US$ 160 mil, foram desviados para uma reforma de um apartamento de sua propriedade em Manhattan, NY, onde morava. Para ocultar o desvio do dinheiro, Raquel Borges fraudou um extrato bancário para justificar a transferência dos US$ 2,7 milhões, para supostos investimentos, o que nunca aconteceu.

A ‘vítima 2’, foi lesada em US$ 1,950 milhão, dinheiro que foi depositado na conta da Gaia, para supostamente ser investido em imóveis em New York. Porém, em 23 de agosto de 2016, Raquel assinou um cheque da Gaia tendo a si mesma como beneficiária, e no memo do cheque, ela escreveu ‘nova casa RB’. O cheque foi depositado na conta pessoal de Raquel Moura Borges.

Em outubro de 2017, em uma reunião com a família da ‘vítima 2’, Raquel admitiu que havia desviado o dinheiro, e usado o valor para cobrir perdas com outros clientes, e que buscaria ressarcir o prejuízo do investidor.

Se for condenada, Raquel poderá receber pena de até 20 anos, por fraude de valores mobiliários; até 20 anos, por fraude eletrônica e até cinco anos por uma acusação de consultoria de investimentos fraudulenta. As investigações que apuraram os crimes cometidos por Raquel foram feitas pelo USPIS e pela Securities and Exchange Commission (SEC), que entrou com uma acusação de execução civil contra a brasileira e está sob supervisão do Office’s Securities and Commodities Fraud Task Force.

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

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