Agência que promovia casamentos fraudulentos

Os filipinos Marcialito Biol Benitez, 48 anos; Engilbert Ulan, 39 anos; Nino Reyes Valmeo, 45 anos; Harold Poquita, 30 anos; Juanita Pacson, 45 anos; Felipe Capindo David, 49 anos; além de Devon Hammer, 26 anos; Tamia Duckett, 25 anos; Karina Santos, 24 anos; Casey Loya, 33 anos e o brasileiro Peterson Souza, 34 anos, todos moradores na Califórnia foram indiciados na quinta-feira, 7, no Central District of California por fazer parte de um esquema de casamentos fraudulentos em larga escala. Oito dos réus acusados por conspiração para promover fraude federal de casamentos e de enviar documentos fraudulentos de imigração foram presos, incluindo Marcialito Biol Benitez, tido como o chefe da quadrilha. Todos terão de comparecer em uma audiência em Boston em data a ser determinada.

Segundo os documentos de acusação Biol Benitez chefiava o que ele e outros chamavam de “agência” que organizou centenas de casamentos simulados entre “clientes” imigrantes indocumentados e cidadãos dos Estados Unidos. Um desses clientes imigrantes reside em Massachusetts. A agência teria preparado e apresentado petições, solicitações e outros documentos falsos para comprovar os casamentos simulados e garantir o ajuste dos status de imigração dos clientes por uma taxa entre que variava entre US$ 20 mil e US$ 30 mil em dinheiro.

Marcialito Biol Benitez teria empregado seus co-conspiradores como funcionários. Especificamente, os documentos de acusação afirmam que Valmeo, Ulan, Poquita e Pacson ajudaram na organização de casamentos, bem como na apresentação de fraudes na apresentação de documentos fraudulentos de casamento e imigração para os clientes da agência, incluindo declarações fiscais falsas. Hammer, Duckett, o brasileiro Santos e Loya supostamente serviram como “agenciadores”, que recrutavam cidadãos americanos dispostos a se casar com os clientes da agência em troca de uma taxa inicial e pagamentos mensais dos cônjuges após o casamento – para manter o cidadão americano responsivo e cooperativo até que o cônjuge obtivesse o status de residente permanente legal – green card. A acusação diz que o brasileiro Peterson Souza e Capindo David encaminharam potenciais clientes indocumentados para a agência por uma comissão, geralmente em torno de US$ 2 mil por indicação.

Depois de ajustar o casamento fraudulento entre imigrantes indocumentados com cidadãos americanos, Benitez e sua equipe encenavam cerimônias de casamento falsas em capelas, parques e outros locais, realizadas por oficiantes contratados. Para muitos clientes, a agência tirava fotos do casal na frente de decorações de casamento para envio posterior com petições de imigração.

Benitez e sua equipe enviaram aplicações de imigração fraudulentas e baseadas em casamento ao U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS), a agência federal responsável por conceder o status de residente permanente legal. Além disto, como parte do pacote, Benitez e sua equipe treinaram clientes e cônjuges para as entrevistas com o USCIS, além de aconselharam os clientes a manter a aparência de casamento legítimo com seus cônjuges. De acordo com a acusação, Benitez e seus co-conspiradores organizaram casamentos fraudulentos e enviaram documentos de imigração fraudulentos para pelo menos 400 clientes entre outubro de 2016 e março de 2022.

A quadrilha também é acusada de falsas alegações contra cidadãos americanos que não colaboravam com o esquema depois do casamento fraudulento usando o Violence Against Women Act (VAWA).

A acusação de conspiração para cometer fraudes no casamento, prevê uma pena de até cinco anos de prisão, três anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 250 mil.

Os detalhes contidos nos documentos de acusações são alegações baseados em provas. Os réus são presumidos inocentes a menos que e até que se prove a sua culpa além de uma dúvida razoável em um tribunal de justiça.

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