O brasileiro Ricardo César Guedes, 49 anos, foi sentenciado na quinta-feira, 21, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Houston, Texas, por uma acusação de fraude por roubo de identidade, obtenção fraudulenta de passaporte americano, obtenção fraudulenta de um número do social security. O brasileiro recebeu uma sentença de um ano de prisão, do qual já cumpriu sete meses de detenção e deve ser deportado ao final da sua condenação, além de um ano de liberdade condicional. Guedes que é de São Paulo, usou o nome de William Ericson Ladd, um americano que morreu em 1979 por cerca de 20 anos. Ladd que nasceu em Atlanta, Geórgia, morreu com cinco anos de idade. 

Na sentença de condenação, o juiz George Hanks Jr., escreveu que acredita em Guedes, e que ele teria mostrado um verdadeiro arrependimento, já que declarou que não queria prejudicar ninguém e sim trabalhar na profissão do seu sonho. “Um bom homem que basicamente cometeu um erro muito trágico para perseguir seu sonho”, disse o magistrado.

Com os documentos em nome de William Ericson Ladd, Ricardo César Guedes trabalhou como comissário de bordo, e conseguiu nos Estados Unidos o emprego que desejava no Brasil. Poliglota, Guedes fala português, inglês, espanhol, alemão, holandês e árabe, e de posse de documentos fraudados, ele que chegou ao país com visto de turismo, e um funcionário de um restaurante onde trabalhava ofereceu-lhe a possibilidade de assumir a identidade de outra pessoa. O brasileiro trabalhou por cerca de 20 anos na United Airlines como comissário de bordo.

Em 2020, Guedes despertou a suspeita das autoridades americanas, principalmente por causa da idade com que ele obteve o social security, aos 22 anos, uma vez que os americanos natos obtém o número tão logo são registrados, ao solicitar a alteração de sobrenome no seu passaporte, depois que ele se casou com um brasileiro.

Uma investigação do Departamento de Estado apontou as falhas na história de Guedes que solicitaram às autoridades brasileiras as impressões digitais que confirmaram a sua real identidade. Depois de um ano de investigação, Ricardo César Guedes foi preso em 22 de setembro de 2021 no Aeroporto George Bush em Houston, Texas. Confrontado, por agentes federais, Guedes sustentou a sua história e afirmou que era de fato quem alegava ser, e que seus pais eram missionários que se mudaram para o Brasil quando ele era criança.

No interrogatório foi-lhe apresentada a certidão de óbito do verdadeiro William Eriicson Ladd e a foto do seu túmulo. Diante das evidências de que estava mentindo, Guedes evocou o direito de ficar em silêncio ao ser preso.

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