Os brasileiros Wemerson Dutra Aguiar, 25 anos – na foto da capa; Priscila Barbosa, 35 anos; Edvaldo Rocha Cabral, 41 anos; Clovis Kardekis Placido, 37 anos; Bruna Peixoto Colaço Ramos, 31 anos; Thiago de Souza Prado, 37 anos; Luiz Narciso Alves Neto, 36 anos; Bruno Proencio Abreu, 28 anos; Oliver Felipe Gomes De Oliveira, 33 anos; Waldemy Jorge Lima Wanderley Junior, 32 anos; e Alessandro Felix da Fonseca, 25 anos, todos residentes no Estado de Massachusetts, além de Altacyr Dias Guimarães Neto, 34 anos, residente na Flórida; Philipe do Amaral Pereira, 37 anos, residente na Califórnia e Saulo Aguiar Ponciano, 33 anos, residente Illinois, foram indiciados nesta semana, pela segunda vez em um volumoso processo federal de roubo de identidades para abrir contas fraudulentas em aplicativos de transportes, compras e entregas que eram vendidas ou alugadas para imigrantes indocumentados e portanto, impedidos legalmente de trabalhar. Wemerson Dutra Aguiar é tido como um dos líderes da gangue de brasileiros.

O grande júri determinou que os catorze réus fossem também acusados e indiciados nesta semana por roubo de identidade agravado, além de outros crimes pelos quais já haviam sido indiciados. Em maio deste ano, 19 brasileiros foram acusados e indiciados por conspiração para cometer fraude eletrônica, roubo de identidade e falsificação de documentos. Porém, 16 deles foram presos e outros três são considerados foragidos da Justiça.

Todos eles, criaram milhares de contas em empresas de aplicativos de transportes, compras e entregas em nome de terceiros dos quais tinham informações que foram roubadas, e inúmeras vezes editavam imagens das carteiras de motoristas colocando em seus lugares fotos das pessoas para as quais vendiam ou alugavam as contas fraudadas. Com isto enganavam a tecnologia de reconhecimento facial das empresas de aplicativos.

As informações das carteiras de motoristas e números de Social Security eram compradas de hackers ou obtidas de modo fraudulento das próprias vítimas, que tinham suas carteiras de motoristas fotografadas quando faziam entrega de álcool e depois repassada aos indiciados. Outras vezes, os dados eram obtidos após acidentes de trânsito provocados intencionalmente. Como resultado do esquema, os Formulários 1099 do Internal Revenue Service foram gerados em nomes das vítimas do roubo de identidade, que teriam de pagar o imposto de renda sobre o que os conspiradores ganhavam com as empresas de aplicativos.

A acusação de roubo qualificado de identidade prevê uma pena de pelo menos dois anos de prisão a ser cumprida consecutivamente a qualquer outra pena imposta. A acusação de conspiração para cometer fraude eletrônica prevê uma pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 250 mil ou duas vezes o ganho bruto ou perda do crime, o que for maior. Dois deles já haviam sido acusados anteriormente pelos mesmos crimes.

A operação deflagrada pelas autoridades em maio deste anos contra os brasileiros foi notícia nacionalmente, e não parece ter inibido a ação de outras quadrilhas de brasileiros que roubam de identidades e dados de pessoas, pois o comércio de contas obtidas de modo fraudulento continua livremente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, conforme reportagem publicada pelo A Notícia nesta semana.

Retificação da reportagem
A reportagem foi procurada por Priscila Silveira, que aparecia na foto anterior, que alegou que não tem qualquer relação com este caso e que embora conheça Wemerson Dutra Aguiar, não tem qualquer relação ou relacionamento com ele. A reportagem de A Notícia USA pede desculpas a Priscila Silveira e faz esta presente retificação.

 

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