Os brasileiros Guilherme da Silveira, 29 anos e Priscila Barbosa, 35 anos, respectivamente de Revere e Saugus em Massachusetts, declararam-se culpados de acusação de conspiração para cometer fraude eletrônica. Priscila Barbosa também declarou-se culpada de uma acusação agravada de roubo de identidade, em uma audiência na Corte Distrital Federal em Boston, na segunda-feira, 11.

Guilherme da Silveira e Priscila Barbosa são membros de uma gangue de 19 brasileiros que abriram milhares de contas fraudulentas de motoristas e entregadores em aplicativos. Priscila admitiu ter criado mais de duas mil contas fraudulentas que eram vendidas ou alugadas para indocumentados. As contas fraudadas eram anunciadas em grupos e bazares nas redes sociais e oferecidas no WhatsApp.

De acordo com o processo judicial, Guilherme da Silveira recebeu cerca de US$ 570 mil e Priscila Barbosa US$ 791 mil pelos pagamentos gerados pelas vendas e aluguéis das contas fraudadas.

As sentenças de ambos será anunciada em audiência em 4 de agosto próximo. A acusação de fraude eletrônica prevê uma sentença de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e uma multa de US$ 250 mil ou o dobro do ganho ou perda total dos valores arrecadados com o crime, o que for maior. A acusação de roubo de identidade prevê uma pena mínima de dois anos de prisão, cumprida consecutivamente a qualquer outra pena imposta.

Edvaldo Rocha Cabral, Julio Vieira Braga e Flávio Candido da Silva, já admitiram culpa e foram indiciados pelos mesmos crimes e integrantes da gangue de fraudadores.

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