O presidente Jair Bolsonaro negou a extradição imediata de Carlos Wanzeler para os Estados Unidos e em decorrência disto, o ministro do Superior Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, concedeu na sexta-feira, 20, a revogação da prisão preventiva de um dos fundadores da TelexFree, que provocou um prejuízo bilionário em âmbito mundial. A falência da TelexFREE causou um prejuízo estimado em US$ 5 bilhões para cerca de 1,8 milhão de pessoas que faziam parte da pirâmide nos Estados Unidos, no Brasil e em outras partes do mundo.

“Mostra-se desproporcional manter o extraditando preso preventivamente em regime fechado até data incerta”, já que Bolsonaro decidiu que a extradição de Wanzeler só pode acontecer após o final do processo criminal no Brasil.

Wanzeler que é considerado um fugitivo da Justiça americana, está preso no Brasil desde fevereiro de 2020, e ao para ser colocado em liberdade condicional, deve entregar os seus passaportes brasileiro e americano para a Polícia Federal, comparecer a cada 15 dias diante de um juiz, recolher-lhe no período noturno, usar tornozeleira de GPS, entre outras medidas determinadas por Lewandowski. 

Desde a sua fuga dos Estados Unidos em 15 de abril de 2014, Wanzeler fixou residência no Espírito Santo e constantemente era visto nas praias capixabas aproveitando a vida com os milhões de dólares que amealhou na pirâmide TelexFREE. Carlos Wanzeler sempre negou estar no Brasil para fugir das autoridades dos Estados Unidos.

 

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