Nota da Redação
A UMass Boston publicou no dia 26 de janeiro, a reportagem UMB Alum Natalicia Tracy 05, G’05 Working to Make Safe and Inclusive Workplaces a Reality for Millions, escrita por Gray Milkowski, que pode ser lida em inglês, clicando aqui. As fotos desta versão em português são as que foram publicadas na reportagem original. 

UMB Alum Natalicia Tracy 05, G’05 Working to Make Safe and Inclusive Workplaces a Reality for Millions
Gray Milkowski

Natalicia Tracy obteve seu doutorado, tornou-se professora da UMass Boston e liderou o Centro do Trabalhador Brasileiro (CTB) em Boston como diretora executiva, também liderou iniciativas trabalhistas em Boston e em toda New England, e agora tem a chance de fazer mudanças no cenário nacional. Tracy, ’05, G’05 (’05 Bacharelado e G’05 Mestrado), foi recentemente nomeada para atuar como Senior Policy Advisor do U.S. Department of Labor’s Occupational Health and Safety Administration (OSHA).

O sucesso que ela conquistou ao longo de anos de esforço incansável em nome dos trabalhadores. Mas o que realmente destaca a história de Natalicia Tracy é o que ela teve que superar para alcançá-la.

Nascida no Brasil, Natalicia foi trazida para os Estados Unidos aos 19 anos, falando pouco inglês e tendo pouca educação formal. Em seus primeiros anos no país, ela trabalhou em condições díspares como babá, onde recebia muito abaixo do salário mínimo enquanto trabalhava mais de 90 horas semanais.

“Sempre senti que tinha passado pelo inferno e voltado”, diz Natalicia Tracy, lembrando o que sofreu. Foi uma experiência que moldaria uma carreira focada em garantir que nenhuma outra pessoa passe pelas mesmas coisas pelas quais ela passou.

Hoje, ao se aproximar de seu quinto mês de trabalho no Department of Labor, Tracy está em uma posição sem precedentes para ajudar a tornar os locais de trabalho seguros uma realidade para milhões. Trabalhando ao lado do secretário adjunto, Tracy fez parte da equipe responsável por emitir padrões e orientações de segurança e saúde e COVID-19 para os locais de trabalho do país, com o objetivo de manter os trabalhadores o mais seguros possíveis durante a pandemia.

Outra parte importante de seu papel está focada na agenda de diversidade e inclusão do Departamento, especificamente, “avaliar o que podemos fazer para expandir nossos esforços para proteger nossos trabalhadores, incluindo trabalhadores que foram historicamente mal atendidos e suscetíveis a condições de trabalho mais perigosas”, diz.

Refletindo sobre seu trabalho e tudo o que realizou, Natalicia credita à sua família por incutir nela os valores que usou para alcançar o sucesso e superar barreiras.

Natalicia Tracy durante aula no McCormack Hall, no seu tempo como professora. Fotos: arquivo pessoal

“Eu vim de uma família que acreditava que, se você trabalha duro e é honesto, pode realizar, pode sonhar e pode fazer”, afirma.

Natalicia Tracy diz que sendo uma imigrante de primeira geração e mulher de cor, ela provavelmente “passou por mais barreiras do que talvez se eu fosse um imigrante branco”.

“Sinto que todos os dias da minha vida tive que lidar com discriminação baseada em gênero, cor, imigração, idioma, sotaque”, disse. “Mas sinto que parte da América que é realmente maravilhosa é o fato de que você pode lutar pela justiça, pode lutar pelo que é certo, e existem maneiras de ter sucesso se realmente trabalhar duro o suficiente”.

Durante seu tempo como professora de Labor Studies, Sociology, and Human Services na UMass Boston, esses eram os mesmos valores para os quais Natalicia tentava chamar a atenção de seus alunos, muitas das histórias eram – e continuam sendo – como as dela. Natalicia espera que seus sucessos sejam igualmente semelhantes. “Eu sempre fiz perguntas sobre seus planos. Onde você quer estar? Onde você quer se ver no futuro? Nunca é tarde demais – e você pode fazer isso”, diz.

“O que eu sempre diria é que muitos de nós não nascemos com nossos caminhos já traçados para nós por nossos pais. Temos que descobrir nosso próprio caminho na medida que avançamos. Nem sempre sabemos aonde isso nos levará, mas ainda podemos encontrar uma boa direção, onde nossos esforços podem fazer a diferença e podemos ser agentes de mudança. Ao longo do caminho, também podemos encontrar os recursos que precisamos para que isso aconteça”.

Embora não esteja mais ensinando, Natalicia está praticando essas lições nos níveis mais altos e segue em busca de espaços seguros, acolhedores e inclusivos para a força de trabalho – o mesmo tema de empoderamento que promoveu ao longo de sua carreira, desde o início como babá até os mais altos níveis do governo.

“Sinto que minha história pode ser uma história de empoderamento para muitas outras mulheres como eu, porque mostra o que é possível alcançar contra todas as probabilidades”.

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