Acompanhei o noticiário que falou do Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth II. Uma simpática e acolhedora senhora de 96 anos. Particularmente eu tenho um carinho muito especial por esta senhora de pequena estatura. Se num dia infeliz o Reino Unido resolvesse abolir a monarquia, este charme todo que vem de Londres e das lindas cerimônias da monarquia, transformaria a linda nação num país sem charme, igual demais aos demais.

Pensando na Rainha eu pensei em como nós do Ocidente vemos as pessoas idosas. Aqui, no Brasil, eu sou de um tempo onde nós pedíamos a bênção aos idosos. Quando meu pai ou minha mãe pediam para eu comprar pão na padaria do bairro, pedia bênção para sair e bênção quando voltava. – “DEUS te abençoe meu filho”, era a resposta e dávamos prioridade aos idosos na fila. Dávamos o nosso assento para o idoso, a grávida, ou mesmo uma pessoa deficiente.

Hoje, neste mundo tecnológico e apressado, a gentileza ficou esquecida e parece que todos estão profundamente estressados e apressados.

Os relacionamentos e as famílias estão se apagando. Aquela senhora elegante é um testemunho que a velhice é um prêmio, um presente de DEUS. A Rainha é um símbolo de que o Reino Unido continua majestoso.  

Aqui no Brasil agora temos o Estatuto do Idoso. No tempo que eu era criança, adolescente e jovem, não tinha estatuto mas tinha respeito. Não é saudosismo. É apenas uma constatação.

A vida é muito curta. Temos a primeira e segunda infância; a pré-adolescência; a adolescência, a juventude, a maturidade e a velhice, mas nem todos viverão todas as etapas. 

Se considerarmos que os 75 anos são um marco, uma média razoável, então temos que nosso tempo aqui é um sopro.

Precisamos ensinar nossos filhos que todas as etapas desta curta permanência nossa neste lindo Planeta Terra, são importantes marcos para nos ensinar a viver dignamente.

Precisamos nos lembrar sempre que o hoje é prolongamento do ontem. Nada é em si mesmo. Tudo é um constante vir a ser dentro dos limites do que construímos ontem.

Precisamos ensinar que SER é mais que TER; que CONSTRUIR é mais que destruir; que CONVIVER é melhor que agredir! 

As megalópoles são um desafio a convivência pacífica e duradoura onde tudo muito rápido. Relacionamentos, tudo é apressadamente servido aos que correm atrás das oportunidades. Precisam chegar primeiro.   

Não é saudosismo mas apenas lembranças do tempo que as famílias se assentavam na calçada e conversavam, onde as crianças brincavam correndo nas ruas sem quase nenhum perigo, senão um joelho ralado ou um tombo na correria…. 

Todos estes pensamentos me vieram quando acompanhei os jornais e os canais de TV mostrando as bandeiras tremulando e a família real na sacada saudando o povo. E a distinta senhora de 96 anos estendendo suas trêmulas mãos para saudar o povo….

Será que não podemos ressuscitar alguns hábitos tão saudosos de nossos tempos de criança, adolescente ou jovem?

Foto: Palácio de Buckingham

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Doriscelio de Souza Pinheiro

By Doriscelio de Souza Pinheiro

Doriscelio de Souza Pinheiro, é carioca de São Fidelis e mora em Volta Redonda, Rio de Janeiro. É pastor Batista desde 1971; professor de História no Ensino Médio, Sociologia e Filosofia. É teólogo; pós graduado em Metodologia no Ensino Superior; Pedagogo; Mestre em Teologia; Psicanalista; pós graduado em Ensino de Sociologia e Filosofia e pós graduado em Psicopedagogia. É cronista e poeta

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