Deixo para vocês a paz. É a minha paz que eu dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham nenhum medo”, Evangelho de João 14.27.

“A violência nunca resolve nenhum conflito”, Papa Francisco.

Quanto custa fazer uma guerra? Seja localizada ou extensiva a outras regiões? Qual é a semeadura de quem faz guerra? O que deixa como exemplo de dignidade e respeito a pessoa humana? 

Onde começa a guerra? De onde se origina a violência?

Na minha visão tudo começa na família, e parece simplório demais. Todos nós fomos formados em algum projeto de família. Desde o ventre fomos preparados para vivermos em paz interior ou em conflito.

Nossos primeiros passos foram dados com alegria ou, dentro de uma imensa confusão de sentimentos e pensamentos. Muitas famílias traumatizam seus filhos para toda a vida. E ainda temos a violência da criminalidade. Dos que vivem de roubar, matar e destruir famílias e vidas.

Por que será que as nações invadem outras nações? Fora os fortes interesses econômicos e geopolíticos, que justificativa podem dar, efetivamente, para o custo absurdo das atividades e operações de guerra?

Por que será que grupos armados se fortalecem como donos de bairros ou ruas? E se organizam espalhando o medo. Na verdade a violência é uma ameaça presente na nossa vida. 

Vez por outra, aqui no Rio de Janeiro, ouvimos falar de operações policias, invasões de casas, armamentos e drogas apreendidos, e mortes, muitas mortes. Tudo é feito com a pretensa justificativa de que a operação é para exterminar a violência, que se justifica na ideia de que estamos exterminando os focos de violência. A agressão pela agressão…

Podemos optar em defender a paz. Fazer assim porque aprendemos com o MESTRE. E ELE foi provado e tragado pela violência, porém, reagiu com palavras de carinho e esperança.

Convido vocês a fazerem uma conta simples: por que tem mais dinheiro para se fazer a guerra? Por que tem mais dinheiro para aumentar o poder bélico das nações? Por que tem mais dinheiro para a corrupção?

O dinheiro que alimenta a guerra e a violência, não poderia ser utilizado para aumentar a produção de alimentos no mundo? Não poderia ser utilizado para dar escolas públicas de qualidade para todas crianças, adolescentes e jovens? 

O dinheiro que alimenta a guerra e a violência, não poderia estruturar a saúde pública? Praticar políticas habitacionais que objetivassem dar um direito básico de todos possuírem sua própria residência? 

Este mesmo dinheiro não poderia servir para dar lazer, momentos de alegria e descontração para todos, indiferente da faixa etária? Não poderia ser direcionado para se estabelecer estruturas públicas que facilitassem todos a se exercitarem? Todos obterem uma vida mais saudável? Quem sabe mais ciclovias que nos fizessem esquecer o uso dos veículos para nos locomover?

Após uma guerra o que fica? Como pode um governante estimular a guerra? Qual o custo final de toda esta violência de invadir, de destruir, de matar?

O Papa Francisco nos faz lembrar que nada se constrói, humanamente falando, com a guerra e com a violência.

Se não temos poder para determinar ações políticas e militares no mundo, vamos fazer a nossa parte. Vamos ser pacíficos, vamos ser despidos de qualquer ambição desmedida de poder. Podemos deixar nossas marcas na nossa breve passagem por este mundo. Vamos deixar uma marca de paz e de harmonia…

São Francisco em sua famosa oração nos deixa uma missão: “onde houver ódio que eu leve o perdão”.

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Doriscelio de Souza Pinheiro

By Doriscelio de Souza Pinheiro

Doriscelio de Souza Pinheiro, é carioca de São Fidelis e mora em Volta Redonda, Rio de Janeiro. É pastor Batista desde 1971; professor de História no Ensino Médio, Sociologia e Filosofia. É teólogo; pós graduado em Metodologia no Ensino Superior; Pedagogo; Mestre em Teologia; Psicanalista; pós graduado em Ensino de Sociologia e Filosofia e pós graduado em Psicopedagogia. É cronista e poeta

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