A palavra PÁTHE, ES tem origem grega e, significa ‘o que é feito por alguém’. Existem quatro palavras que tentam definir sentimentos comuns a toda sociedade humana: simpatia, empatia, apatia e antipatia. Vamos conversar um pouco sobre estas palavras e os sentimentos que as definem.

SIMPATIA
É o sentimento de afeto que faz com que duas ou mais pessoas se sintam atraídas um pelas outras. É um sentimento positivo. É um sentimento que nos faz bem.
APATIA
Esta palavra define um sentimento de indiferença a respeito de alguma pessoa, fato ou objeto. Também não é um sentimento raro: existe com alguma frequência. Não é um sentimento neutro. É uma reação a figura da outra pessoa: um tom de voz, gestos, origem social. Por vezes é um sentimento gratuito.
ANTIPATIA
É o sentimento que pode ocorrer com qualquer pessoa: sentimento negativo, de rejeição a presença física ou até distante. “Não gosto de”, “não vou com a cara de”…
EMPATIA
É o sentimento que alguém sente por outra pessoa. Ocorre quando alguém corresponde ao que você pensa a respeito de uma pessoa que consideramos simpática, segundo os meus próprios conceitos.

Estes sentimentos vão balizar todo o nosso comportamento enquanto ser social e por vezes escapam ao nosso controle comportamental. Expressamos sentimentos e posteriormente, podemos até reavaliar nosso comportamento. “Não sabia que você era deste jeito!”; “me desculpe pelo procedimento precipitado”; “não me leve a mal”…

Numa convivência social não podemos prever a priori como deverá ser o comportamento ou a reação de uma pessoa ou grupo social. Em determinados momentos sociais de convulsão ou de radicalismo, estes sentimentos afloram de uma forma agressiva. Fazemos um julgamento de determinada pessoa ou grupo social, segundo os conceitos ideológicos que aceitamos e defendemos.

Toda pessoa que participa de um grupo social liderando ou participando de um grupo diretivo, poderá ser vítima ou algoz. É muito comum que estes sentimentos afastem ou aproximem determinadas pessoas ou grupos. Como devemos agir? Como sermos pontes e não abismos? Como não nos precipitarmos a respeito de determinada pessoa ou grupo, fazendo julgamentos, que podem ser indevidos ou precipitados?

A esperança é que possamos ser agentes da paz, da convivência pacífica.

Não precisamos renunciar aos nosso pensamentos, as nossas idéias. Precisamos renunciar ao sentimento radical de que nossas idéias são as melhores ou únicas. Renunciar aos nossos pensamentos que declaram que nós estamos certos, tudo mundo que pensa diferente está errado.

É possível construir uma sociedade fundamentada no respeito a todo pensamento igual ou diferente do meu.

Lembre-se: você pode não ser o dono absoluto da verdade e sempre é bom ouvir opiniões diferentes.

Doriscelio de Souza Pinheiro

By Doriscelio de Souza Pinheiro

Doriscelio de Souza Pinheiro, é carioca de São Fidelis e mora em Volta Redonda, Rio de Janeiro. É pastor Batista desde 1971; professor de História no Ensino Médio, Sociologia e Filosofia. É teólogo; pós graduado em Metodologia no Ensino Superior; Pedagogo; Mestre em Teologia; Psicanalista; pós graduado em Ensino de Sociologia e Filosofia e pós graduado em Psicopedagogia. É cronista e poeta

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