Há 20 anos o mundo viu estarrecido um plano mirabolante e diabólico ser colocado em prática e proporcionar o maior atentado terrorista da história. A impressão geral foi que daquela vez havia-se passado da medida e que as contas teriam que ser acertadas com Osama bin Laden, o mentor intelectual daquela barbárie, que aconteceu finalmente em maio de 2011.

Os reflexos do atentado de 11 de setembro de 2001, são sentidos até hoje. Uma das consequências foi o considerável aumento do aparato de segurança e vigilância nos principais aeroportos do mundo, principalmente nos Estados Unidos. Não se embarca nos grandes aeroportos americanos sem que se tire os sapatos, e passe por revistas as vezes minuciosas.

A economia mundial sentiu na pele os reflexos do atentado em 2001, e a sociedade americana passou a ver com olhos cada vez mais desconfiados imigrantes de qualquer lugar do mundo, principalmente os de origem e ascendência árabes e os que professam o islamismo como religião, o que se acentuou consideravelmente na administração Trump.

Neste período tudo se tornou mais difícil do que já era. A política de imigração sofreu um grave e quase intransponível recrudescimento, principalmente por causa da má vontade crônica do parlamento americano, em especial dos republicanos.

Antes do 11 de setembro de 2001, o terrorismo era uma arma letal usada para fins políticos, e depois disto passou a ser utilizada como fator religioso, ou seja, na visão de bin Laden e seus fanáticos, quem for um “infiel” – aquele que não professa o islamismo deve morrer, de preferência explodido por alguma bomba.

Para os executores e operadores dos atos terroristas é uma glória tornar-se um mártir, sendo que os mentores estarão em prudente segurança pois lhes cabe o tétrico papel de açular os pobres diabos que morrerão ao se explodir juntos com suas vítimas inocentes.

As razões do fanatismo religioso supostamente são muitas. Uma delas é a batida desculpa de que o imperialismo está decadente e tem que acabar definitivamente. Outra, é a opressão que as nações árabes teoricamente sofrem do Ocidente, e finalmente entre tantas, a existência do estado de Israel e a ocupação da Palestina.

A razão de ser de dez entre dez grupos radicais islâmicos é a aniquilação total do estado judeu, que é protegido pelos Estados Unidos. Hoje, o islamismo é a religião que mais cresce no mundo, pois povos do mundo inteiro aderem à religião como forma de vida. Com isto a proliferação de fanáticos que são treinados nas madrassas – escolas onde se ensinam os dogmas da religião, e catequizados para impor ao mundo os preceitos do islamismo, mesmo que a força.

Quando a então União Soviética invadiu o Afeganistão no final dos anos 1970, muitos árabes se juntaram às tropas afegãs e lutaram pelo ideal de libertação do solo islâmico que era vilipendiado pelos inimigos. Entre os lutadores estava Osama bin Laden, que ajudou a expulsar os soviéticos e a partir daí se tornou um mujaedin – guerreiro e transformou o conflito de idéias numa jihad – guerra santa contra o ocidente.

A cada 11 de setembro, o mundo se acostumou a ver vídeos de Osama bin Laden tripudiando em cima dos americanos. As novidades destes vídeos podiam ser a barba pintada ou um estilo de roupas diferente dos anos anteriores, lembrando funestamente dos terroristas que morreram e mataram milhares de pessoas que nada tinham a ver com as idéias e os ideais alucinados de bin Laden e sua quadrilha de assassinos frios e fanáticos.

O que consola muita gente é que bin Laden que vivia recluso com a sua cúpula, sabia que no dia em que colocasse o nariz para fora da toca onde se escondia, a sua vida não valeria um tostão furado. A caçada durou 10 anos e o comando militar americano foi implacável e a ordem para matá-lo foi cumprida a risca, sem dar a ele qualquer chance de reação, exatamente como aconteceu com as vítimas do 11 de setembro de 2001.

A expansão da Al Qaeda que um dia foi notória, hoje é decadente e a organização está isolada e sem a letalidade do passado, mas que mesmo assim ainda requer cuidados e precauções a começar dos americanos que foram atacados dentro de casa sem poder esboçar qualquer reação.

Mesmo duas décadas depois, o sentimento de pesar dos americanos não diminuiu e as cerimônias de que multiplicam pela nação exaltam a memória dos que morreram. As lições deixadas são as de que o mundo jamais foi ou será normal novamente, por causa do terrorismo e daquele dia fatídico…

Jehozadak Pereira

By Jehozadak Pereira

Jehozadak Pereira, é jornalista profissional especializado em jornalismo comunitário e produção de conteúdo informativo e de utilidade pública. É ganhador de inúmeros prêmios e reconhecimentos pela qualidade do seu trabalho comunitário e voluntário. É o editor-chefe e principal articulista do A Notícia USA.

One thought on “11 de setembro de 2001 – um dia que não será esquecido”
  1. Lamentável, a partir do momento que acabou o amor e respeito pelo próximo,não temos como ser os mesmos. Deus nos abençoe.

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